Fugindo do platô

Se tem uma coisa que me dá mais que tubarão (tenho medo até de foto e não vejo nenhum filme que tenha fundo do mar), é encontrar o tal platô, aquele estágio em que a gente fica patinando. Uma semana emagrece, na outra engora e isso pode se repetir por meses. Como faltam 3,200 kg para chegar na meta, sinto que o platô está por perto. Para evitar o encontro, na semana passada mudei as caminhadas, saindo da esteira e caminhando mais tempo na rua. Meu joelho não gostou muito dos buracos e desníveis, mas vou intercalar a esteira com a rua. O que me deixa mais tranquila é que verifiquei meu boletim e vi que nas últimas três semanas eu emagreci. Foi pouco, o que é normal para esse estágio em que meu corpo e o espelho dizem todo dia “pra que emagrecer mais 3 quilos?”, mas qualquer 100g a menos é lucro. Meu objetivo é chegar na meta até final de dezembro e começar 2012 em manutenção.

Bulling condominial

Descobri uma nova categoria de bulling: o condominial. E eu fui uma vítima devido à minha nova vida de esportista. Outro dia acordei com meu cabelo meio rebelde, com um penacho levantado atrás. Não consegui arrumar e fui assim mesmo para a academia. Meu modelito era calça de abrigo, camiseta velha, blusão de lã, um casaquinho xadrez também de lã e óculos de grau que estão grandes devido ao emagrecimento das minhas bochechas. Imaginem a Chiquinha do Chaves indo para a academia. Essa era eu, com roupa descombinando, cabelo em pé e óculos e grau. Fiz minha sessão de esteira e fui pegar o elevador. Estava um pouco suada (nada grave), o cabelo mais desarrumado ainda e o casaco na mão. Entraram no prédio um casal de vizinhos. Chamei o elevador de serviço, que estava no primeiro andar, pois o social estava no 7º. Os vizinhos ficaram atrás de mim, dei oi e eles me responderam sem muita simpatia. O elevador chegou, entrei e fiquei segurando a porta para eles entrarem. Vocês acreditam que eles não entraram no mesmo elevador que eu, a Chiquinha do Chaves. Preferiram esperar o elevador social. Isso foi bulling condominial ou, no mínimo, falta de educação. E o pior: eles desceram no mesmo andar que eu. O que será que pensaram de mim para não pegar o mesmo elevador? A aparência bagunçada, o suor no rosto (mas nem ia encostar neles e uso desodorante) ou o quê? Gente doida essa do meu prédio. Em compensação, os cachorros me amam, principalmente o Joca, que sai para passear na mesma hora da minha caminhada e me cumprimenta todo feliz.

Me casei com um indiano

Minha orientadora do Vigilantes disse outro dia uma frase genial:

Atividade física é como casamento indiano: o amor vem com o tempo”.

Foi então que resolvi me casar com um indiano na sexta passada. Meu dote (a academia do prédio) já estava pronto e não tinha como fugir ao primeiro encontro com meu atual marido. Como todo casamento sem amor, por mais animado que estivesse meu mp3, foi um tanto tedioso. Também não foi nada longo, 15 minutos de um tal “transport” quase me destruiram, mas já foi um começo e isso é o mais importante. Hoje fiz 25 minutos de simulador de caminhada (o amor está começando a chegar) porque não consegui ligar a esteira. Amanhã pretendo repetir a dose, mas dessa vez na esteira (se eu conseguir ligá-la, é claro). Agora é só esperar que o amor chegue e que mais quilos vão embora.