Tenho medo de voltar para o meu mundo

Essa foi a declaração dada por Vera Fischer ao sair essa semana da clínica de reabilitação. É a mesma coisa do gordinho que vai para um spa: enquanto está lá dentro, comendo muito pouco e se exercitando bastante, está livre do demônio (como chamo as comidas boas e engordativas). Quando sai, sem o controle do spa e com todo mundo oferecendo coisas calóricas para comer (muitas pessoas acham que só porque a gente emagrece pode voltar a comer errado de novo), é realmente assustador.

Hoje estava conversando com o marido de uma amiga que não me via desde antes de entrar para o Vigilantes (aliás, me viu depois, mas estava com aquelas capas de salão de beleza que escondem tudo) e falando de como eu tinha emagrecido, me disse que “complicado devem ser os primeiros 30 dias, agora tu teve estar mais acostumada”. Eu respondi que era mesmo, mas menos por mim e mais pelas pessoas que me rodeiam. Por mais que gostem de você, elas duvidam da tua meta (ninguém acreditava na minha de 15 quilos a menos), dizem que você não vai aguentar e a toda hora perguntam o que vai fazer quando tiver a uma festa ou for a um restaurante. Como já disse aqui no blog algumas vezes, não vou a tudo que me convidam. Me chamem de antissocial, mas para mim isso é foco. Chamem uma pessoa que está estudando para concurso para uma festa e se ela tiver foco vai responder que não porque no momento seu objetivo é estudar para conseguir um cargo público. Quanto a restaurantes, fujo de tudo que é em excesso, como rodízios, e de lugar que 90% do cardápio é fritura. Ou seja, fiz escolhas e com elas administro muito bem minha vida social. Mas a verdade é que muita gente duvida e até debocha de ti quando diz a frase: “estou de dieta”. Quando a gente fala que está no Vigilantes do Peso, aí sim pensam que a coisa é grave. Já me perguntaram se a gente faz depoimento e se abraça. Depoimento sim e até agora não nos abraçamos, mas se alguém pedir, tenho certeza de que pelo menos metade da turma sai correndo para o abraço.

Por isso tudo e porque acredito que qualquer viciado (seja em comida, drogas ou álcool) tem que se cuidar a vida inteira e fugir dos demônios, entendi e sou solidária com a situação pós rehab da Vera Fischer. Não vai ser fácil voltar ao mundo real. Muitas vezes é preciso trocar os amigos (nessas horas mais conhecidos como “más companhias”), os lugares que frequenta, enfim, mudar os hábitos e, é claro, fazer novas amizades, para se livrar do vício.

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3 pensamentos sobre “Tenho medo de voltar para o meu mundo

  1. Isso aí, gata! Firme e forte! Também tou me esforçando. A primeira meta já bati, agora vem a segunda… E se não regrar, controlar, dizer vários “nãos”, danou-se! (mas sério, papi do céu tem que estar vendo isso! e na próxima vidinha vai me mandar pra esse mundo 10 cm mais alta e magra de ruim! hehehehe)

  2. Raquel, hoje perto das 13hs, estava indo ao banco e passei em frente a uma lancheria lotada, o pessoal comendo xis, batata frita, com litrão de coca-cola na frente, aí pensei: “nossa, quanto tempo não como um xis?!” e logo pensei também: “mas não está me fazendo falta nenhuma” e sinceramente: não está mesmo!! É…a gente muda…bjsss minha querida!

    • Ana, eu criei a versão light do xis: sem presunto, sem queijo, sem maionese e sem ovo. Fica só pão (tiro a tampa, fico só com o pão de baixo), frango em pedaços e salada. Esse xis eu “monto’ em um café perto do trabalho. O dono do café disse agora que vai fazer xis com pão integral e recheio vegetariano. Até amanhã!

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