#projetosaude

Acredito que devemos ser honestas com nossos propósitos. Este blog, por exemplo, é bem honesto, o que gera algumas polêmicas, como o assunto deste post. Chega dezembro, as pessoas se dão conta de que não entram nas roupas do verão passado, resolvem mudar os hábitos alimentares e se atiram na atividade física. Não há nada de errado com isso, muito pelo contrário, acho ótima essa mudança. Eu mesma estou aqui correndo atrás do prejuízo. A questão é que muitas dessas pessoas dizem que estão mudando os hábitos buscando saúde e enchem a sua timeline de fotos de pratos de salada e de espelhos de academia com a hashtag #projetosaude. Seria mais honesto se colocassem #projetolindanoverao #projetosarada #projetogostosanapraia. Levantam a bandeira da saúde porque é politicamente correto. Querer ficar magra para ficar mais bonita, gostosa e chamar a atenção não é visto com bons olhos, mas é o que no fundo todo mundo quer. Se realmente a saúde estivesse em primeiro lugar, esses “projetos” começariam em outra época do ano, e não quando todo mundo vai à praia. Sorry, mas faz dias que quero dizer isso.

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Voltando para a reabilitação

Depois de muitas promessas não cumpridas, abandonei o Vigilantes do Peso. No início me comportava, mas depois a gente vai relaxando e quando vê a gordinha interior está lá toda feliz, devorando o que vê pela frente. O resultado disso foram 4 quilos a mais no corpitcho. Quatro quilos em quatro meses = 1 manequim a mais. Quando as calças tamanho 40 que estavam bem folgadas (algumas caindo) começaram a ficar justas, me apavorei. Isso que estou na academia (e adorando!), imagina se não estivesse. Faço o circuito da Curves 3 ou 4 vezes por semana, mas depois faço um post falando sobre esse assunto (lembram do marido indiano?).

Isso tudo significa que sou viciada em comida e terei que me cuidar o resto da vida. O primeiro passo do Vigilantes é admitir que a gente é gorda. O segundo é que a gente é como viciado, só que em comida. Ou seja, tô ferrada porque não nasci magra e a única solução foi buscar de novo o grupo de apoio.

Assim, Miss Alface voltou à ativa dia 14 de novembro. O melhor é que já me sinto mais magra. Sei lá, deve ser efeito psicológico. Agora minha meta são menos 6,700 kg (4 quilos que ganhei na farra e os 2,700 que fiquei devendo) e até troquei o layout do blog para reanimar (viram os peixinhos?).  Tenho também um propósito, que é entrar no short jeans tamanho 38 que usava no verão do ano passado, quando estava nos lindos 61 quilos. Tenho uns biquínis petit que estão na mira também.

Por fim, estou usando o aplicativo de contar pontos e o caderno do Vigilantes que falei nesse post https://alfacenaoengorda.wordpress.com/2012/07/16/voltando-a-ser-miss-alface/. O caderno tá com bug, mas o contador de pontos foi muito usado na última ida ao supermercado.

Voltando a ser Miss Alface

No último post escrevi sobre o Monitor, meu novo amigo. Ele foi bom para dar um fôlego na vontade de contar pontos, mas com o tempo foi deixado de lado. Senti que a coisa estava ficando feia quando abria a página e desenhava um coração, uma forma de pedir desculpas pelo descaso na contagem. Hoje o Monitor repousa dentro de uma nécessaire no meu criado-mudo e, inspirada nos corações, passei a não contar pontos. Depois de mais de um ano de programa, a gente se sente confiante e acha que como está no platô não importa se come direito ou não, que não emagrece e também tem a ilusão de que não engorda. Livre, leve e solta voltei a engordar de novo. Tenho uma calça jeans termômetro, que diz quando engordo, e ela estava bem justinha. Resolvi então fazer academia no União, clube do qual sou sócia e que fica perto da minha casa. Primeiro tive que fazer exame médico, que demorou uma semana para conseguir vaga (enquanto isso seguia comendo bem feliz). Feito o exame e liberada para exercícios físicos, tive que marcar avaliação na academia, o que acontece hoje, dia 16 de julho, data do recomeço do programa ProPontos. Como preciso de um novo vício para substituir o de comer, decidi que meu objetivo na academia será aprender a correr. Quero também corrigir a postura e endurecer o que ficou frouxo depois de emagrecer 10 quilos (cheguei a 13 quilos, para verem o efeito rebote).

Academia devidamente organizada, chegou a hora de retomar a contagem de pontos. Como o Monitor é muito gordo para caber na minha bolsa, procurei na Play Store do Google e encontrei dois aplicativos para Android que vão me ajudar: um é o Caderno Vigilantes e o outro é Weight Watchers Points. O primeiro é um jornal diário virtual. Lá a gente marca o dia da reunião, diz quanto é a meta diária e quanto têm de pontos livres. E tudo que come anota lá e o programa faz os cálculos. Quando a coisa extrapola o quadradinho do dia fica vermelho, parece até boletim de colégio. Já o segundo aplicativo é em inglês, mas uma das funções é calcular os ProPontos. O mais divertido é que a gente pode cadastrar o alimento. Hoje calculei o pacote de mini Trakinas, que deu resultou em 2 pontos para minha alegria. Pronto, agora não tenho mais desculpas para sair do programa. Pelo menos no meu celular eu não posso desenhar corações.

Bulling condominial

Descobri uma nova categoria de bulling: o condominial. E eu fui uma vítima devido à minha nova vida de esportista. Outro dia acordei com meu cabelo meio rebelde, com um penacho levantado atrás. Não consegui arrumar e fui assim mesmo para a academia. Meu modelito era calça de abrigo, camiseta velha, blusão de lã, um casaquinho xadrez também de lã e óculos de grau que estão grandes devido ao emagrecimento das minhas bochechas. Imaginem a Chiquinha do Chaves indo para a academia. Essa era eu, com roupa descombinando, cabelo em pé e óculos e grau. Fiz minha sessão de esteira e fui pegar o elevador. Estava um pouco suada (nada grave), o cabelo mais desarrumado ainda e o casaco na mão. Entraram no prédio um casal de vizinhos. Chamei o elevador de serviço, que estava no primeiro andar, pois o social estava no 7º. Os vizinhos ficaram atrás de mim, dei oi e eles me responderam sem muita simpatia. O elevador chegou, entrei e fiquei segurando a porta para eles entrarem. Vocês acreditam que eles não entraram no mesmo elevador que eu, a Chiquinha do Chaves. Preferiram esperar o elevador social. Isso foi bulling condominial ou, no mínimo, falta de educação. E o pior: eles desceram no mesmo andar que eu. O que será que pensaram de mim para não pegar o mesmo elevador? A aparência bagunçada, o suor no rosto (mas nem ia encostar neles e uso desodorante) ou o quê? Gente doida essa do meu prédio. Em compensação, os cachorros me amam, principalmente o Joca, que sai para passear na mesma hora da minha caminhada e me cumprimenta todo feliz.

Me casei com um indiano

Minha orientadora do Vigilantes disse outro dia uma frase genial:

Atividade física é como casamento indiano: o amor vem com o tempo”.

Foi então que resolvi me casar com um indiano na sexta passada. Meu dote (a academia do prédio) já estava pronto e não tinha como fugir ao primeiro encontro com meu atual marido. Como todo casamento sem amor, por mais animado que estivesse meu mp3, foi um tanto tedioso. Também não foi nada longo, 15 minutos de um tal “transport” quase me destruiram, mas já foi um começo e isso é o mais importante. Hoje fiz 25 minutos de simulador de caminhada (o amor está começando a chegar) porque não consegui ligar a esteira. Amanhã pretendo repetir a dose, mas dessa vez na esteira (se eu conseguir ligá-la, é claro). Agora é só esperar que o amor chegue e que mais quilos vão embora.