Firme e forte. E sem sofrer

Minha proposta é comer de tudo um pouco, diminuir os doces e as gorduras (fritura caiu fora), mas nada radical. No final de semana comi pudim e minha sogra queria que eu levasse para casa um potinho. Agradeci e disse que não levava demônios para dentro de casa. Levei salada de frutas, que é mais light e eu gosto também. Ontem almocei num buffet perto de casa e comi sagu com creminho de sobremesa. Hoje almocei no mesmo lugar e escolhi melancia e abacaxi. São pequenas trocas que não trazem sofrimento e são resultado. Amo Coca Zero, deve ter algo nela que vicia, mas também diminui. E sigo firme no tererê, que me distrai a tarde toda enquanto trabalho. Descobri até uma erva nova, com hortelã, que é um espetáculo.

Quanto aos exercícios, estou bem comportada, nem me reconheço. Pela manhã ou caminho 1h20 ou ando de bicicleta 50 minutos. Terças e quintas tenho uma hora de pilates e às vezes mato a caminhada ou a bicicleta (não sou de ferro, né!) nesses dias. Descobri a tal da endorfina e que ela chega logo depois do primeiro pico de cansaço. Sabe aquela hora que dá vontade de encerrar com o exercício? Pra mim é só esperar mais 10 minutos e vem a tal endorfina me deixar mais animada. Antes caminhava 50 minutos, mas nesse treino de resistir ao primeiro cansaço, cheguei a uma hora e vinte minutos. Tenho uma preguiça do cão em fazer faxina, mas daí penso que posso acabar com uns gordinhos e me dedico à limpeza da casa. Também faço todas as voltas, como comprar linha, ir no super, essas coisas, de bicicleta. 

E o peso? Está indo embora sem dar tchau. Na primeira semana só foram 400g, uma tristeza. Mas na segunda foram 800g e hoje me pesei com menos 600g. Um quilo e oitocentos gramas em 3 semanas. Seiscentos gramas por semana. Acho que tô indo bem. Pra ficar melhor só se o calor derretesse gordura também. 

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Miss Alface em Paris

Como já tinha contado aqui no blog, passei 11 dias em Paris, a capital mundial da moda e da gastronomia. Confesso que fui mais pela moda, mas fui fisgada pela comida. Durante a viagem e no dia em que cheguei ao Brasil não contei pontos. Comi tudo o que queria e bebi vinho e champanhe várias vezes ao dia em quase todos os dias. Estava muito frio (peguei 7 graus negativos e neve em dois dias) e vinho esquenta que é uma beleza. Sem contar que vinho francês não dá ressaca (pelo menos os que eu bebi). Voltando à comida, levei um carregamento de barrinhas de cereais para carregar na mochila durante os passeios e voltei com quase todas. Era tanta coisa para olhar e curtir que o tempo passava rápido, o que rendia apenas café da manhã, almoço, chocolate quente da tarde e janta. O café do hotel era fantástico, com chocolate quente, croissant e Nutella, o sonho de qual gordinha. Lógico que existiam outras coisas e eu sempre comia salada de frutas, café com leite ou chocolate quente, pãozinho francês (muuuuuito diferente do brasileiro), manteiga, queijo, presunto e às vezes geleia de morango. Mas o mais legal era o chocolate, o croissant e a Nutella, não adianta negar.

Ah, não posso esquecer das pílulas da beleza, anti-idade, felicidade, ômega 3, bronzeado e vitamina C.

Só não tomava diariamente a do bronzeado porque já estava preta e da vitamina C porque era muito grande. Tentei partir, não consegui, resolvi engolir inteira e foi um sufoco ficar com aquele troço entalado na garganta. Mas garanti a beleza, a felicidade e a juventude, o que já estava de bom tamanho.

Os parisientes são magros. Vi pouquíssimas pessoas gordas. Homens, por exemplo, só vi gordos os turistas. Isso se explica por alguns motivos:

– Metade da população não tem carro, ou seja, usa metrô e caminha pra caramba. Eu mesma caminhei horrores.

– Não existe buffet nem rodízios. Os restaurantes oferecem entrada, prato, sobremesa e café e você escolhe qual vai querer.

– As porções não são muito grandes. Homens acostumados a buffet livre passariam fome ou gastariam muito por lá. Eu, que me acostumei a comer menos, nunca fiquei com fome e algumas vezes deixei comida no prato.

– Os baguetes que os franceses comem na rua, caminhando, apesar de serem grandes são leves. Há vários tipos de recheios e a maioria não tem maionese ou requeijão, mas sim um óleo que identifiquei como de oliva. Assim, à primeira vista os sanduíches parecem secos, mas o óleo garante o sabor e dá uma molhadinha. Detalhe: é “molhadinha”, nada de litros de óleo.

– Uma as melhores coisas de Paris são os laticínios. Iogurtes e queijos são tão gostosos que os franceses comem como sobremesa. Como são proteínas, trazem saciedade, ao contrário do doce, que faz a gente querer comer outro pouco tempo depois.

– Salada é comida de inverno também. Aqui no Brasil quando faz frio usamos a desculpa: “ah, está muito frio para comer salada”. Em Paris havia opções de salada em todos os restaurantes e inclusive no Mc Donalds, onde comi um Le Big Mac bem mais saboroso e menos pesado do que o brasileiro. Mesmo com temperatura negativa, eu e algumas colegas do grupo jantávamos salada ceasar, com iscas de frango e muita alface. E sobrava salada às vezes!

Voltando ao meio roteiro gastronômico, no almoço sempre escolhia o prato do dia e se comia entrada deixava a sobremesa para depois. Poucas vezes fiz o menu completo, mas era muita coisa (ainda bem que eu caminhava bastante). Como a Coca Light era mais cara que o vinho, eu tomava vinho. Existem umas comidinhas típicas meio gordurosas, como o croque madame e o croque monsier. O croque é uma fatia de pão grande com uma fatia de queijo por cima. O pão é fantástico e o queijo mais ainda. A diferença entre o madame e o monsier era o ovo que vinha em cima. Apesar do nome, o croque que trazia o ovo era o madame.

Uma das minhas entradas favoritas foi a sopa de cebola. Ela era marrom e vinha com um pão molhado e queijo gratinado por dia. De comer rezando! Meus amigos que cozinham bem já receberam o pedido para fazerem uma sopa assim pra mim. Já o melhor prato que comi foi um de Saint Jacques, um peixinho muito bom e macio, com molho de maracujá e purê de abobrinha. Viram como me comportei?

O setor sobremesas é algo à parte. Comi a milfolhas do Cafe de La Paix (onde estou na primeira foto) e ela era tão linda e grande que fotografei.

No Chartier, um típico restaurante francês, comi a melhor sobremesa de todas, o profiterole. Eu só conhecia a versão pequena, tipo coquetel, mas lá provei a original: grande, com sorvete de creme dentro e cobertura de chocolate. Não fotografei porque só me dei conta de registrar depois que ela não existia mais.

Os macarons são servidos junto com o café e estão há venda em confeitarias lindas como esta:

Tem também o éclair, uma espécie de bomba de chocolate. Comi uma comprada no supermercado e era maravilhosa.

Bom, vou parar de escrever porque as lembranças estão me deixando com água na boca.

Ah, quer saber qual foi o resultado da viagem na balança? Só 700 gramas a mais (praticamente uma festa de casamento bem aproveitada). Mais um dado para comprovar porque aquele povo chique é magro.

Au revoir!

 

Sobremesa é para os fracos

Resistir a um docinho depois do almoço e do jantar é um exercício diário e doloroso. Mas fica pior quando além de ficar cara a cara com a sobremesa e dizer não, tem alguém que diz “não sabe o que está perdendo“, “hum, que doce maravilhoso” e outras frases que dão água na boca. Parece frescura, mas quem está em processo de emagrecimento sabe muito bem como é difícil lidar com uma situação dessas. A Dani, uma colega de VP, me deu uma dica: aceita o doce e não come. Dá pena porque é desperdício, mas da próxima vez que a pessoa te oferecer um doce ela vai lembrar que o prato ficou de lado e vai pensar duas vezes antes de insistir. Não consegui ainda fazer isso, mas na primeira oportunidade, vou fazer para ver o que acontece. Por enquanto a minha técnica é dizer para mim mesma que “sobremesa é para os fracos” e ficar no Trident melancia que é mais honesto.